Saiba os riscos à saúde e ao meio ambiente que o descarte incorreto de lixo hospitalar provoca. Portanto, não perca nenhum detalhe deste conteúdo que preparamos para você. Acompanhe logo abaixo.

Lixo hospitalar, também denominado resíduo hospitalar, é o tipo de lixo que é proveniente do atendimento a pacientes de qualquer estabelecimento de saúde ou unidade que realize serviços relacionados à medicina, tanto humana quanto animal.

Além de hospitais, esse tipo de resíduo também é produzido por laboratórios de farmacologia ou centro de pesquisas de saúde.

Independentemente da sua origem ou mesmo da sua classificação, os resíduos hospitalares devem ser descartados de maneira correta, seguindo regras pré-estabelecidas para que assim, não ocorra contaminação do meio ambiente e também não apresente riscos às comunidades locais.

O descarte e coleta de lixo hospitalar irresponsável pode trazer uma série de riscos gravíssimos à saúde humana e ao meio ambiente. Para que isso seja evitado, existem diversos procedimentos técnicos que são adequados para o manejo e descarte desse tipo de lixo.

Se você ainda não compreendeu exatamente o que são os lixos hospitalares, na prática são quaisquer tipos de materiais biológicos que foram contaminados de sangue ou mesmo patógenos, peças anatômicas, seringas e outros materiais que tiveram contato com secreções contaminadas ou elementos nocivos, inflamáveis ou até radioativos.

Regras no descarte de lixo hospitalar

No Brasil, existem regras para o descarte de lixo hospitalar que foram estabelecidas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para que haja um acondicionamento e tratamento desses resíduos.

As delimitações devem ser seguidas por:

  • Hospitais;
  • Clínicas;
  • Laboratórios;
  • Consultórios;
  • Necrotérios e outros de finalidade similar.

Os objetivos desta carta de regras se dão para que haja uma destinação de resíduos correta que garanta a preservação do ambiente de entorno e localidade e também para que evite-se acidentes que atinjam os profissionais que trabalham diretamente com os métodos de coleta do lixo hospitalar.

Lixo hospitalar classificação

Houve uma resolução  RDC (Resolução da Diretoria Colegiada) n°33/03 que classifica os resíduos hospitalares da seguinte maneira:

  • Grupo A – potencialmente infectantes – Aqueles que tem a presença de agentes biológicos que possam apresentar riscos de infecção;
  • Grupo B – químicos – Os que tenham substâncias químicas que podem causar riscos à saúde ou ao ambiente em que for descartado, independente de suas atribuições de corrosividade, reatividade, toxicidade ou de sua característica inflamável;
  • Grupo C – resíduos radioativos – Os itens que apresentem contaminação radioativa em carga acima dos padrões e que não podem ser reutilizados;
  • Grupo D – resíduos comuns – Qualquer lixo comum hospitalar que por ventura não tenha sido contaminado ou possa provocar ocorrências acidentais como gesso, gazes, luvas ou mesmo materiais que possam vir a ser reciclados como papéis;
  • Grupo E – perfurocortantes – Instrumentos ou objetos que possam vir a furar ou cortar quem o manuseia.

Destinação

Como forma de segurança, aos humanos e à natureza, existem algumas formas de destinação de resíduos hospitalares.

Uma das práticas mais utilizadas para tal, é a incineração do lixo infectante, só que por sua vez isso causa a emissão de cinzas contaminadas com substâncias que são nocivas à nossa atmosfera, como os metais pesados, que poluem cada vez mais o ar.

Toda essa emissão, com o tempo, pode vir a ser mais tóxica a nós e ao meio ambiente que os produtos que ali foram incinerados.

A esterilização é outra forma de destinação dos resíduos. Considerada por profissionais muito válida e importante. No entanto, infelizmente ela é pouco aderida.

Colocar o lixo em valas sépticas também é muito válido, porém o local necessário para isso e a devida fiscalização que precisa ocorrer limitam muito o seu uso.

Como podemos contribuir para um bom descarte

Como consumidores e pacientes, nós também produzimos lixo deste tipo em nossas casas. Ao consumirmos remédios e afins, produzimos resíduos que não podem ser descartados livremente junto ao lixo comum.

Devemos procurar separar o lixo comum dos que envolvem substâncias químicas médicas ou aqueles que entraram em contato com secreções e excreções humanas contaminadas.

Para isso, existem pontos de coleta desse tipo de lixo, normalmente se encontram em hospitais, farmácias, laboratórios ou consultórios. Eles se encarregaram de destinar esses resíduos que são tóxicos, para o melhor descarte possível.

Precisamos nos conscientizar que também fazemos parte do problema, e precisamos nos envolver diretamente para que minimizemos os males que possam causar ao meio ambiente e por consequência a nós mesmos.

Vamos nos mobilizar, fiscalizar e ficar atentos para que assegurem que os resíduos provindos de lugares como hospitais, não se tornem maléficos para nosso entorno ambiental e por fim, a nós mesmos.

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