O tratamento de efluentes é um processo que visa tratar produtos que podem ser líquidos ou gasosos, para que eles possam retornar com qualidade aos reservatórios hídricos naturais.

Ou seja, tornar os lençóis freáticos saudáveis para o abastecimento. O tratamento consiste, basicamente, em retirar os resíduos contaminantes tóxicos, provenientes principalmente de processos produtivos industriais.

Neste sentido, os efluentes são categorizados nos tipos domésticos e industriais. Sem dúvida, os procedimentos de tratamento são essenciais para a sociedade.

Uma vez que as cidades, cada vez mais industrializadas, despejam no solo e no ar, diversos resíduos poluentes – muitas vezes tóxicos.

Que podem gerar diversos danos, não somente ao meio ambiente, como também podem afetar a saúde das pessoas.

No caso de tratamento de efluentes industriais, o processo é feito de acordo com estudos e análises dos contaminantes.

Nesta etapa, é retirada uma amostra para a verificação do nível de contaminação para que, a partir disso, sejam traçados os procedimentos mais adequados, para a eficiente descontaminação.

Conheça os tipos de tratamento de efluentes industriais

Como citado anteriormente, no âmbito das indústrias, antes da tomada de decisão sobre qual a estação de tratamento de efluentes mais adequada ao tipo de poluição presente.

É feito uma análise minuciosa, a fim de detectar os tipos de contaminantes e suas características principais. A partir dos dados coletados, iniciam-se as etapas de tratamento conhecidas como:

  • Pré-tratamento;
  • Tratamento primário;
  • Tratamento secundário;
  • Tratamento de iodo;
  • Tratamento terciário.

Agora confira como funciona cada etapa

Empregados em conformidade com o nível de contaminação. Estas fases de tratamento, também são classificadas como tratamentos físicos, químicos e biológicos.

Além disso, esses processos são conhecidos também como ETE compacta (Estação de Tratamento de Esgoto Compacta), na qual são utilizados equipamentos menos robustos, que ocupam áreas menores.

Por isso, é conhecida com rede de tratamento compacta, porém, estas estações seguem os mesmos mecanismos de uma rede de tratamento convencional.

Pré-tratamento

Consiste, basicamente, na remoção dos resíduos sólidos, que estão visíveis na superfície. Este processo, também é conhecido como gradeamento (utilização de grelhas e crivos grossos).

E desarenação, onde é realizado o uso de canais de areias, para a separação da água dos resíduos sólidos.

Tratamento primário

Nesta fase, são inseridos produtos químicos, como sulfato de alumínio, nos locais onde se encontram os efluentes. Essa substância química promove a floculação.

Que faz os resíduos contaminantes se aglutinarem, tornando-se flocos que são mais facilmente removidos. Após a floculação, os sedimentos passam pelos processos de decantação, que consistem na remoção do sólido do efluente.

Tratamento secundário

Nesta etapa, o objetivo é remover a matéria orgânica, por meio da decomposição e, para isso, são empregados processos conhecidos como aeróbios e anaeróbios.

Tratamento de iodo

O tratamento consiste na remoção da matéria orgânica (iodo) e tem por objetivo reduzir o seu tamanho. Nesta fase, é feito o adensamento (redução da água) da matéria que foi retirada durante o tratamento de esgoto.

Tratamento terciário

É o final do processo de tratamento, que tem como finalidade recuperar a água, a fim de que ela esteja em condições adequadas para a reutilização e para voltar aos reservatórios.

Os procedimentos incluídos nesta etapa são: filtração, cloração, ozonização, osmose reserva, entre outros processos para obter o resultado desejado.

Quais os benefícios das ETES Compactas?

Como citado anteriormente, as ETES compactas são redes menores, que seguem os mesmos processos de uma rede convencional, com a vantagem de possuírem tamanho reduzido.

E, por isso, podem atender indústrias, comércios e condomínios residenciais. As ETES, estão cada vez mais tecnológicas e possibilitam que locais que possuam baixa vazão, recebam o tratamento correto e a devida reutilização.

Ou seja, a água tratada pode ser utilizada nas demais dependências, como jardins, limpeza, entre outras funcionalidades.

Sem dúvida, as ETES se configuram como uma solução economicamente viável e simples de ser utilizada.

Além disso, por conter equipamentos menos robustos, não necessitam de grandes espaços, como no caso das redes de tratamento convencionais.

Outro fator importante atribuído às estações de tratamento de esgoto compactas, é o baixo consumo de energia, que possibilita um retorno econômico considerável ao longo do tempo.

Ademais, por serem compactas, as estações de tratamento neste formato possuem também baixo custo de operação, sendo apenas necessárias manutenções periódicas a fim de manter a sua eficiência.

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