A modernidade mudou muito a forma como vivemos. Passamos de pequenas tribos rurais aos grandes conglomerados de prédios, os quais chamamos de metrópoles.

As cidades grandes trouxeram diversos benefícios à nós. Melhor praticidade e tudo em nossas mãos, de forma próxima, fácil e dinâmica.

No entanto, um dos efeitos da modernidade nas cidades foi que, juntamente com a praticidade, nos distanciamos consideravelmente do contato com a natureza.

Nas grandes cidades, estamos próximos e cercados de uma selva de pedra, que tomou o lugar do verde natural das florestas, de forma trágica e ruim à todos nós.

Enfim, ter regiões de natureza e verde, dentre os ambiente urbanos trazem diversos benefícios ao ser humano.

Por conta disso, neste texto iremos abordar como as áreas verdes geram benefícios às cidades por meio de diferentes aspectos.

Os benefícios do verde

Todos sabem, ou pelo menos deduzem, que a contribuição de árvores e regiões verdes para a nossa saúde nas cidades, são resultados de dois fatores: o equilíbrio do microclima e a purificação do ar.

Por isso, vejamos agora como esse fatores nos favorecem e ajudam na manutenção da nossa saúde.

O equilíbrio do microclima

Basicamente, uma arvore ou uma região inteira de árvores traz uma considerável e benéfica estabilidade microclimática devidos a alguns aspectos específicos como a:

  • Redução do calor;
  • Redução da insolação direta;
  • Diminuição da velocidade dos ventos;
  • Aumento da umidade do ar.

Para que se tenha uma ideia, a diferença de temperatura de uma região arborizada para uma área árida da mesma cidade, pode chegar a incríveis 4°C. Diferença altíssima para uma mesma região.

Na cidade de São Paulo, por exemplo, estudos mostram que se vive em clima de deserto, ou seja, quente e seco durante o longo do dia e frio e seco durante a noite.

Todo esse excesso de calor durante o dia dá-se pela ausência arbórea e afeta de forma significativa o organismo humano que busca compensar a temperatura.

Por conta disso, ocorre no organismo diversos transtornos, como a desidratação, perda de apetite e aumento de fadiga. Em faixas etárias consideradas frágeis, como idosos e crianças, todo esse desequilíbrio pode ser fatal.

Ou seja, plantar arvores e criar regiões verdes faz com que se refresque o ambiente na medida que se torna possível alterar o grau de umidade local, que por sua vez é provinda da liberação do vapor d’água para a nossa atmosfera, diminuindo assim o calor superficial.

 Por fim, a copa das árvores, cheias de folhas, refletem uma parte considerável de radiação solar que poderia ser transformada em calor caso incidissem diretamente no solo asfaltado.

Purificação do ar

Dentre o meio científico mundial, é fato que a poluição do ar está relacionada diretamente com a redução da expectativa de vida e de um maior risco de doenças respiratórias como pneumonia, bronquite crônica, asma ou até mesmo câncer de pulmão.

Ao redor do mundo, entre as maiores causa de morte ambiental, já são as provocadas por poluição do ar, ultrapassando a água contaminada e outras doenças infecciosas.

Alguns dos benefícios mais importantes da presença de regiões verdes e de um planejamento urbano que beneficie as áreas naturais é que as árvores produzem O2, o oxigênio, através do processo de fotossíntese, que reduz os gases de efeito estufa. O material ainda capta partículas super finas de poluição presentes no ar.

A cobertura vegetal presente nas árvores absorvem e filtram grande parte dos materiais e elementos tóxicos, como o enxofre e o manganês, que ficam retidos nos troncos dessas árvores. Ou seja, quanto mais densa a área natural, maior a proteção que teremos para a nossa saúde.

Nesse sentido, quanto mais próximos estamos de áreas verdes, menos suscetíveis estaremos a adquirir doenças respiratórias e que ocorram desequilíbrios em nosso organismo.

Por isso é de suma importância que busquemos por um ambiente urbano que possa conviver de modo saudável com áreas naturais, sem que as impactem de forma agressiva e negativa. Ou seja, existem diversos modos e métodos de permanecer nas cidades, com o devido conforto e praticidade, porém sem que precisemos diminuir ou destruir em totalidade todos as nossas florestas e outros itens naturais.

Devemos ter a consciência que fazemos parte da natureza e que sua preservação representa um fator para que tenhamos uma maior qualidade de vida, saúde e longevidade.

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