O Estudo de Impacto Ambiental EIA é considerado um dos principais instrumentos de Gestão Ambiental determinados pela legislação brasileira. Previsto pela Política Nacional do Meio Ambiente, o estudo analisa ambientalmente áreas onde se pretende instalar obras ou atividades com potencial para causar danos ao meio ambiente.

À partir do estudo, o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) é um documento público multidisciplinar que tem como principal objetivo conferir transparência ao EIA.

De forma clara e com linguagem didática, o documento precisa ser acessível, garantindo à população interessada o acesso à informação.

Tratam-se de documentos exigidos na fase de licenciamento prévio de empreendimentos ou atividades que possam causar degradação ambiental. Assim, em casos de impactos significativos e irreversíveis, a compensação ambiental se faz necessária.

Uma solução da engenharia ambiental nesse contexto, principalmente para obras que envolvam a construção de túneis e dutos, são os Métodos Não Destrutivos.

O que são Métodos Não Destrutivos?

Tecnologia utilizada desde a edificação de túneis rodoviários, até a instalação de redes de infraestrutura para gás, água, esgoto, comunicação e energia, os Métodos Não Destrutivos (MND) se fazem necessários para a perfuração do solo sem danos ao meio ambiente ou rotina local.

O conjunto de técnicas permite a realização das obras impedindo a destruição de áreas de conservação e possibilita transposição de obstáculos naturais.

Aplicado em obras de crescimento urbano, como as redes de esgoto, os métodos demonstram uma contribuição significativa para a sustentabilidade, que deve ser um dos pilares da nossa sociedade.

O Método Não Destrutivo rede de esgoto, por exemplo, permite as obras dispensando a tradicional abertura de valas, substituindo o processo por outro muito mais suave e simples. Outros benefícios são:

  • Ótimo custo-benefício das operações;
  • Processo que permite construções rápidas e eficientes;
  • Maquinário de fácil manuseio, por profissionais qualificados;
  • Conformidade com as leis de sustentabilidade.

Redes e tubulações com Métodos Não Destrutivos

O processo de instalação de tubulações de esgoto, gás, água ou até elementos de comunicação é feito sob ruas, avenidas, calçadas, rodovias, ferrovias e até rios e lagos ou construções.

Para evitar a abertura de toda a extensão do piso, o que muitas vezes representa grandes prejuízos ambientais, um perfurador de solo, ou perfuratriz, é posicionado horizontalmente.

Entre dois poços de acesso, o maquinário faz a perfuração e permite a instalação das tubulações. Entretanto, é fato que a realização do trabalho é feita de uma maneira diferente, dependendo do problema a ser resolvido e da dimensão das redes.

Como funciona o perfurador?

O perfurador é um equipamento hidrostático de alta pressão. De modo geral, ele possui uma broca para perfuração, com um dispositivo eletrônico instalado em seu interior.

Assim, o dispositivo tem o objetivo de emitir sinais para um localizador, que mostra os dados sobre a operação, como localização, profundidade, inclinação, entre outras informações.

Além disso, a broca é acoplada em um conjunto de barras de aço flexíveis e rosqueáveis, que fazem movimentos rotativos. Somados a injeção de água, eles permitem que o equipamento faça curvas sob o solo, alcançando o ponto de destino sem prejudicar a superfície.

Após alcançar o ponto de destino, as equipes envolvidas na operação trocam a broca de perfuração por um alargador. O alargador é uma cabeça cônica e espiralada que faz o caminho de volta pelo furo aberto, puxando os dutos a serem instalados.

Com relação ao preço de realização de uma obra com MND, é preciso saber que há uma série de fatores a serem levados em consideração, de acordo com o local de realização da construção ou reparo.

Em alguns casos, principalmente de redes com pequenas dimensões, a nova tubulação também pode ser puxada.

O processo também é realizado na reconstrução de tubulações, com a reutilização de furos já existentes, em casos que impossibilitam a entrada de pessoas nos furos. Outras possibilidades são:

  • Reparos e vedações com tubos de feltro e resina;
  • Revestimento com resina epóxi ou poliéster, para saneamento;
  • Revestimento por inserção apertada de tubulação deformada;
  • Recuperação de tubos de grande diâmetro e poços de acesso.

A contratação de empresas de geotecnia se faz necessária, não só para a locação das máquinas, mas também para o contato com técnicos especializados, agregando ainda mais qualidade para as obras, além do caráter ambiental.

Nesse contexto, recomenda-se uma ampla pesquisa de mercado, leitura atenta de contratos e, por fim, acompanhamento direto da obra.

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