tratamento

Uma indústria sempre está em constante relação com o meio ambiente por conta que seus processos são quase sempre potencialmente poluidores.

Um dos maiores materiais poluidores produzidos pelas indústrias são os chamados efluentes industriais.

Claramente existe outros tipos de formas poluidores como a emissão de gases de efeito estufa que contribuem para a elevação das temperaturas no globo.

É importante ressaltar que cada país tem leis específicas que tratam da questão de como lidar com poluentes industriais.

No Brasil o órgão responsável por todo esse processo é o CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente, e que ajuda os diversos municípios e cidades seguirem as suas determinações além de ajudarem a tais locais efetuarem suas próprias legislações de gestão ambiental.

Por isso que é de suma importância as indústrias saberem o que são os efluentes e quais são suas formas de tratamento, para evitar desconfortos burocráticos e claro, proteger o meio ambiente por meio dessa engenharia ambiental.

Mas, o que é um efluente industrial?

De maneira geral, um efluente industrial é todo material líquido que é gerado durante as etapas de algum processo produtivo. Geralmente trata de toda a água que é usada e depois é jogada fora.

Segundo a norma da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnica – NBR 98000/1987 efluentes são despejos líquidos que provêm de áreas de processamento industrial, que incluem os processos de produção, águas de lavagem em operações de limpeza e outras ações que apresentem material poluidor.

Com isso é preciso fazer um tipo de estação de tratamento de efluentes ETE.

Passo a passo para que os efluentes sejam tratados

Existem diversos tipos de etapas para que os efluentes sejam tratados, a primeira etapa é fazer um estudo aprofundados para saber quais são suas características, de modo que ele é baseado nas descrições dos tipos de materiais empregados nas etapas de todos os processos produtivos.

Nesse estudo é avaliado a presença de diversos tipos de substâncias como:

  • Elementos orgânicos;
  • Elementos inorgânicos;
  • Metais pesados e hidrocarbonetos;
  • Detergente entre outros.

Conseguindo esses dados é preciso definir os indicadores utilizados, de modo a então fazer a quantificação das substâncias, e também ocorre a medição de outros parâmetros como pH, cor, alcalinidade, vazão e outros.

O tratamento de um efluente está disposto nas licenças ambientais, que pode ser mediado por consultoria licenciamento ambiental.

Depois de realizado todas as etapas de estudo sobre os efluentes é possível a descrição de um processo de tratamento, e são também elencados qualitativamente e quantitativamente os materiais que estão composto os efluentes.

Remoção dos resíduos

Para que então o procedimento das remoções de resíduos seja feito é preciso definir o que deve ou não deve ser removida. Por isso é usado isso na ordem, para que então se tenha evitado problemas no processo.

A sequência recomendada para tratamento de efluentes e para estação de tratamento de água de poço artesiano:

  • Retirada de sólidos grosseiros em suspensão;
  • Retirada de sólidos em suspensão sedimentáveis ou não;
  • Retirada de óleos, metais pesados e nitrogênio amoniacal;
  • Retirada de nitrato e nitrito;
  • Toxidade.

Há então quatro etapas específicas para que as técnicas de limpeza sejam realizadas:

Tratamento preliminar

É usado grades, peneiras e também caixas de retenção para redução de sólidos grosseiros em suspensão.

O efluente é neutralizado por meio de um tipo de ajuste de pH, e também é equalizado caso apresente algumas substâncias físico-químicas e vazões variáveis.

Tratamento secundário

É usado processos biológicos e utilização de técnicas como lodo ativado, lagoa aerada, lagoa de estabilização, digestores anaeróbico.

Por conta disso já é possível realizar o descarte do efluente, de modo que nessa etapa já possui padrões mínimos definidos pela legislação.

Tratamento terciário

É um tratamento bastante avançado para produzir a chamada água de reúso e pode ser usado para irrigação, alimentação de caldeiras, refrigeração e nas chamas de água de processo.

É também possível fazer o uso para fins urbanos potáveis ou não dependendo do procedimento utilizado.

Para que se torne potável é preciso usar membranas de nanofiltração e osmose reversa, além de uso de carvão orgânico e assim por diante.

Desse modo é importantíssimo o tratamento de efluentes para que então o que for produzido pela indústria seja de algum modo reutilizado, não causando ônus ao meio ambiente.

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