A educação ambiental tem ganhado cada vez mais espaço na vida urbana, seja dentro das escolas, com o objetivo de adaptar e ensinar cidadãos a conviverem melhor com a natureza.

Ou presente nas construções civis, contribuindo para que esses processos sejam menos agressivos ao meio ambiente. Nas obras, principalmente, há uma série de laudos e normas que as empresas construtoras devem seguir.

Esses documentos, por sua vez, comprovam que as corporações em questão, estão cumprindo o seus deveres para com a natureza, além de garantir construções mais seguras e desenvolvidas quando o assunto é sustentabilidade.

Construções urbanas e o meio ambiente

Ao iniciar uma construção urbana, é necessário que a empresa construtora certifique-se do cumpimento de uma série de medidas para um projeto seguro e de acordo com as normas estabelecidas.

O primeiro passo para que o projeto arquitetônico seja construído de maneira segura, é decidindo o melhor local.

Para isso, é necessário ter em mente a extensão completa do espaço necessário, encontrando assim, um ambiente que seja capaz de suportar toda a estrutura do projeto.

Depois de encontrar o espaço ideal, é hora de concentrar na papelada. O primeiro documento necessário, é o licenciamento ambiental, por sua vez, trata-se de uma autorização para que a corporação em questão consiga exercer suas atividades.

De uma forma geral, há três tipos de licenciamentos, geralmente se adaptando de acordo com o ramo de atuação e impactos do empreendimento em questão: licença prévia, instalação e operação.

A Licença Prévia (LP) é concedida nos primeiros passos do projeto, ainda no planejamento, permitindo uma avaliação da localização e os recursos utilizados.

Já a Licença de Instalação, é a autorização do Órgão Ambiental da implementação do empreendimento, sem ela, a empresa não pode construir no espaço desejado.

E por último, é necessário a Licença de Operação, que permite o funcionamento do local em questão.

É válido ressaltar, que cada tipo de obra necessita de passos distintos para receberem essas autorizações, que geralmente se baseiam no seu ramo de atividades e impactos ambientais.

Além disso, há ainda o laudo de caracterização de vegetação, necessário quando a construção civil é programada para ser feita em uma área de preservação ambiental ou que possua árvores nativas.

Esse documento vida identificar a vegetação em questão e deve ter as seguintes informações: fotografias, tipos de árvores nativas e outras plantas, dados relacionados com a extensão do terreno, como também sua altitude.

Geralmente, esse processo é seguido da supressão de vegetação, que consiste na retirada de parte das árvores e plantas de um determinado solo, com a finalidade de liberar espaço para investimentos socioeconômicos.

A essa altura é importante esclarecer a diferença entre supressão e exploração ambiental, já que a segunda visa apenas o consumo desenfreado dos recursos naturais.

Esse tipo de medida deve ser realizada com amparo legal, ou seja, sob autorização e baseado em um laudo de vegetação feito por um engenheiro ambiental ou biólogo.

Por fim, à um processo chamado sondagem rotativa muito comum nas construções urbanas. O método visa definir a caracterização do solo.

Através da retirada de amostras rochosas, indispensável em grandes obras, onde os pilares serão estruturados nessas fundações.

Reformas e sustentabilidade

Quando pensamos em educação ambiental nas construções urbanas, a primeira coisa que nos vem à mente são as grandes obras.

Que alteram estruturas e são responsáveis por mudar a paisagem da cidade todos os dias, com novos empreendimentos e altos prédios.

Entretanto, há um tipo mais sutil de educação ambiental, estando diretamente relacionada com a vida urbana mais simples, construções menores e utilização dos recursos naturais por parte dos cidadãos.

A questão é que podemos fazer a diferença, ainda que o impacto positivo seja menor e nada melhor que começar uma pequena reforma, para colocar esse plano em prática.

O primeiro passo, é a mudança da mente e nossos pensamentos em relação a natureza, consumo humano e utilização dos recursos à nós disponíveis.

Depois disso, a percepção de mundo altera, se tornando mais simples implementar ideias sustentáveis em nosso ambiente de trabalho, casas, escolas e até na nossa comunidade.

Há uma série de medidas que podem representar grandes diferenciais, como por exemplo: reformar um espaço para reaproveitar a água da chuva, utilizar energia solar, optar pela coleta seletiva.

E até mesmo construir jardins nesses locais. Cada ação pode até parecer isolada e pequena, mas, faz toda diferença na vida urbana.

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