Toda indústria ou empresa que exerça atividades com riscos ambientais precisa cumprir uma série de obrigações e requisitos. A resolução nº 237/1977, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) engloba uma série de atividades nessa situação, como as indústrias química, metalúrgica, de produtos minerais, atividades agropecuárias ou obras civis.

Independente do segmento, é comum que, durante os processos de rotina, a indústria libere os chamados resíduos como os chamados efluentes industriais.

Na prática, os efluentes são substâncias tóxicas e carregadas de matéria orgânica que podem contaminar o solo, a água e até causar doenças.

Para isso, a Estação de tratamento de efluentes industriais é uma necessidade de qualquer indústria. É a partir desse equipamento que esses materiais são tratados e não despejados no meio ambiente.

Essa situação é apenas uma das várias precauções que devem ser tomadas pela indústria. Quer saber mais sobre as estações e os laudos industriais que são necessários para a preservação ambiental? Esse artigo pode te ajudar!

Tratamento de efluentes industriais

De acordo com a legislação ambiental e os licenciamentos ambientais exigidos por órgãos de fiscalização, toda indústria é obrigada a tratar dos efluentes industriais.

Para empresas de grande porte, a Estação de tratamento de efluentes industriais (ETE) tradicional é o melhor caminho para remover os poluentes dos resíduos.

No entanto, empresas menores, residências e empreendimentos comerciais como shoppings centers e restaurantes também possuem as mesmas responsabilidades.

Mas, nem sempre há espaço disponível e a possibilidade de fazer uma parceria com uma empresa que preste esse serviço. Neste cenário, equipamentos como a Estação compacta de tratamento de efluentes industriais podem resolver o problema de forma mais simples, mas também muito eficiente.

Assim como as estações convencionais, o dispositivo em sua forma compacta serve para:

  • Reunir os resíduos industriais para tratamento;
  • Realizar processos químicos, físicos e biológicos para descontaminação dos efluentes;
  • Evitar que as indústrias percam as licenças ambientais;

Mas qual a diferença entre as estações?

A principal diferença entre esses dois tipos de estação está no tamanho e na forma de instalação. No caso da Estação compacta de tratamento de efluentes industriais, a principal vantagem é que esse equipamento pode ser instalado dentro da própria indústria.

Ou seja, existe a vantagem de economizar espaço e mão de obra de uma empresa especializada. Além disso, estações compactas podem tratar tanto os efluentes industriais como o esgoto sanitário.

Assim como os efluentes, substâncias do esgoto sanitário podem causar uma série de problemas ambientais quando não são tratadas. Na prática, esse tipo de esgoto é composto por elementos como: vírus, bactérias, urina, restos de comida, fezes, etc.

Por isso, independente da escolha, fazer a destinação adequada desses resíduos é contribuir também com o saneamento ambiental das cidades.

Qual a importância do saneamento e da água?

Já pensou na quantidade de doenças e problemas ambientais causados por um esgoto a céu aberto? Pois é! Agora pense em uma indústria que contribui ainda mais para essa poluição quando não faz o tratamento adequado do lixo industrial.

Não se preocupar com isso, é aumentar significativamente a contaminação de rios, lagos e ecossistemas da natureza. Mas os problemas não param por aí já que a falta de um saneamento ambiental adequado gera problemas como:

  • Morte de 1,7 milhões de crianças/ano segundo a OMS;
  • Crises hídricas;
  • Desigualdade social;
  • Poluição urbana;
  • Contaminação de rios e bacias hídricas.

Não é por acaso que uma das metas da agenda de 2030 da ONU para o desenvolvimento sustentável envolve a questão hídrica. De acordo com a organização, o tratamento da agua e o saneamento básico são questões fundamentais para o desenvolvimento humano.

Por isso, não só as indústrias como todas as iniciativas, precisam melhorar os processos para não poluir/prejudicar ou causar coisas como:

  • Recursos de água doces;
  • Áreas de biodiversidade;
  • Escassez e poluição de água;
  • Desertificação;
  • Morte de ecossistemas;
  • Degradação dos solos.

Laudo de caracterização de vegetação x outras práticas

Além do cuidado com o tratamento e descarte de resíduos, outros laudos são importantes para a indústria. O Laudo de caracterização de vegetação é um exemplo.

Na prática, esse documento é necessário para qualquer atividade industrial/econômica que, de alguma forma interfira na vegetação local ou exploração florestal sob regime de manejo sustentável.

Um exemplo de indústria que obrigatoriamente precisa de autorizações como essa é a madeireira. Outros exemplos que também exigem o Laudo de caracterização de vegetação são os que envolvem coisas como:

  • Desmatamento;
  • Intervenções em unidades/áreas de conservação;
  • Supressão da vegetação;
  • Corte de árvores isoladas.

Esse laudo é importante para os órgãos ambientais, pois demonstra todas as alterações que feitas pela indústria na área em questão. É importante que as indústrias tenham esse laudo, até para fazer compensações para a região afetada.

Isso quer dizer que as indústrias precisam desenvolver medidas como indenização causa pela degradação socioambiental ou tomar medidas como o plantio de árvores em um ambiente afetado.

Independente da situação, uma coisa é certa: investir em processos de preservação ambiental, sejam eles simples ou complexos é uma questão ética.

Para isso, as indústrias precisam ter um departamento de gestão ambiental com profissionais de engenharia ambiental que podem orientar as atividades.

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