O descarte inconsciente de resíduos perigosos, pode provocar danos irreparáveis, tanto à fauna e à flora, quanto ao ser humano.

Isso porque seus agentes químicos contaminantes, podem ser irreversíveis ao meio ambiente e à nossa saúde como, por exemplo, a pilha.

Uma vez que sua composição contém cádmio, mercúrio, chumbo e possui altos níveis de radiação, podendo causar irritabilidade na pele e complicações renais e respiratórias.

Os resíduos perigosos, assim como a pilha, fazem parte do tipo 1, podendo afetar o ser humano de três diferentes formas: inflamabilidade, corrosividade e reatividade.

A maioria do descarte desses materiais é feito de forma irregular, não havendo um tratamento de resíduos perigosos, tanto em residências quanto em indústrias.

E esse descarte ilegal pode causar danos ao meio ambiente, provocando a contaminação dos lençóis freáticos. Os produtos perigosos podem possuir alguma substância radioativa ou nociva à saúde.

Portanto, seu descarte deve ser feito de maneira consciente e ecologicamente correta. Os resíduos são:

  • Restos de tintas;
  • Material hospitalar;
  • Produtos químicos;
  • Pilhas e baterias.

Como prevenir possíveis vazamentos?

Para acabar com o vazamento de resíduos tóxicos, devemos nos conscientizar e, através da coleta seletiva, separar nosso lixo, levando o óleo de cozinha, pilhas e baterias para postos de coleta.

Para as empresas acabarem com o descarte inconsciente, de produtos químicos prejudiciais à saúde, as autoridades devem apurar a fiscalização com leis que se cumpram e multas severas.

Algumas empresas adotam bacias de contenção para evitar o vazamento de produtos químicos, assim os dejetos perigosos são acumulados nesse local.

A bacia não deve ter furos ou rachaduras, para evitar o contato com o solo, lá os dejetos permanecerão até que sejam removidos.

Essa prática evita o escoamento dos produtos químicos, gerados pelos resíduos perigosos. O tamanho da bacia de contenção, deve ser proporcional à produção de resíduos perigosos da empresa.

Além disso, há o processo de inertização de tanques de combustíveis, que por sua vez, garante a segurança de alguns espaços, não permitindo o acúmulo de gases tóxicos.

A logística reversa dos materiais perigosos, deve ser feita separada dos demais materiais, para que não contamine o lixo que irá para o aterro sanitário, evitando, assim, o vazamento dos resíduos tóxicos e a contaminação do solo.

A importância do descarte correto

No ano de 2015, houve o maior caso de vazamento de residuos sólidos da história do Brasil e do mundo.

O rompimento da barragem do fundão despejou mais de 60 milhões de metros cúbicos, de rejeitos da extração de minério e ferro, localizado no subdistrito de Bento Rodrigues.

A poucos quilômetros de uma cidade chamada Mariana, em Minas Gerais, causando a morte de 17 pessoas. Os detritos tóxicos contém arsênio, manganês e chumbo.

Cerca de 673 km de rios, lagos e córregos foram atingidos, incluindo o rio Gualaxo, afluente do rio Carmo, o qual deságua no rio Doce, que margeia 230 municípios de Minas Gerais e Espírito Santo.

Essa lama tóxica exterminou peixes e insetos, que faziam parte do ecossistema, do qual muitos eram endêmicos. Além dos animais, as vegetações não conseguem crescer no solo compactado por metais pesados.

A Política nacional de resíduos sólidos Lei nº 12.305/10, existe porque “Prevê a prevenção e a redução na geração de resíduos, tendo como proposta a prática de hábitos de consumo sustentável e um conjunto de instrumentos para propiciar o aumento da reciclagem e da reutilização dos resíduos sólidos”.

Para evitar o vazamento das barragens, as mineradoras devem separar o que é descartável do que é fundamental, para não haver acúmulo nas barragens.

Cerca de 80% do material descartável da indústria mineradora, podem ser reaproveitados. Os rejeitos são destinados para a produção de matéria-prima para a engenharia civil.

E o restante deve ter um descarte seguro através da coleta de resíduos sólidos industriais. Os dejetos recicláveis podem ser transformados em alguns produtos fundamentais para a construção como:

  • Blocos: há um grupo de financiamento coletivo, que está fabricando bloco com um processo que não polui o meio ambiente. As vendas desses tijolos serão destinadas a recuperação do desastre em Mariana;
  • Telhas;
  • Insumos de pavimentação;

Um bom método para evitar esses acidentes na mineração, é a filtragem dos rejeitos das indústrias. É possível transformá-la em um material atóxico.

Separando os produtos químicos das demais matérias que compõem os rejeitos, com um processo de catalisação podendo se tornar:

  • Argila: assim como as argilas convencionais, não possui toxina e pode ser moldada para uma infinidade de artesanatos;
  • Areia: é mais lucrativo extrair a areia dos dejetos da mineradora, do que fazer uma extração de uma nova jazida, além de ser mais ecológico;
  • Próprio minério de ferro: é um modo ecológico e lucrativo, reaproveitar os detritos sólidos das mineradoras e retorná-lo em uma matéria-prima novamente.

Devemos nos precaver antecipadamente, a fiscalização deve ser mais incisiva e as tecnologias devem integrar a Indústria Mineradora, para que sejam encontradas falhas antes que esses desastres aconteçam.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *